Bala de borracha ficou alojada na perna de militante do MTST
Que o Brasil há muito abdicou do Estado de Direito não há mais dúvida. As mudanças nas garantias individuais, como a prisão em segunda instância e a admissão de invasão de domicílio sem ordem judicial, representam uma guinada na lei e deixa o cidadão cada vez mais vulnerável. Um exemplo claro ocorreu no sábado, no Rio, quando um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Vitor Guimarães, foi atacado com tiros de balas de borracha pela PM do Rio no Complexo do Alemão, embora, por lei, a prisão fosse proibida por ordem constitucional - véspera de eleição. O ativista do MTST, Guilherme Boulos, revelou que a bala de borracha foi removida em cirurgia de emergência.
Por Guilherme Boulos
"No ultimo sábado, aconteceu a absurda operação policial no Complexo do Alemão, contra centenas de famílias que lutam pelo direito à moradia digna e foram removidas da Favela da Skol há seis anos e que terminou com seis detenções arbitrárias e inúmeros disparos de bombas e tiros feitos pela Polícia Militar.
Um dos detidos e atingidos pelas balas de borracha, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto Vitor Guimarães apresentou quadro de infecção no ferimento e após realização de tomografia constatou a bala ainda alojada na perna esquerda. Realizou uma cirurgia na manhã desta quarta-feira no Hospital Miguel Couto e passa bem.
Isso evidencia mais uma vez que as chamadas armas "não-letais" apresentam sim riscos à vida dos manifestantes. Evidencia também a resposta que o Estado e a Polícia Militar de vários estados do Brasil tem dado ao povo queluta : ao invés do direito à manifestação a resposta tem sido "tiro, porrada e bomba".
Isso evidencia mais uma vez que as chamadas armas "não-letais" apresentam sim riscos à vida dos manifestantes. Evidencia também a resposta que o Estado e a Polícia Militar de vários estados do Brasil tem dado ao povo que
A despreparada e desastrosa operação do último sábado, que teve dezenas de feridos, foi comandada pelo Major Leonardo Zuma, que recebeu prêmio de Comandante de UPP Revelação um dia antes da operação.
A violência do Estado contra os mais pobres e os que lutam, por vezes com balas de borracha e outras inúmeras com balas letais e o verdadeiro extermínio da juventude negra, precisa ser combatida. O MTST não recuará!
LUTAR NÃO É CRIME!
MTST! A luta é pra valer!"
MTST! A luta é pra valer!"
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